Jongo na CASA Lorena

Em setembro o projeto Arteiros, do CEDAP, levou até a CASA Lorena-SP um workshop de Jongo com integrantes do grupo de Jongo da Tamandaré de Guaratinguetá, um dos mais tradicionais do país. A oficina aconteceu por intermédio do arte-educador de literatura marginal do CEDAP Luiz Claudio Oliveira. "O jongo é considerado um dos pais do samba e faz parte da cultura negra brasileira. O jongo (ou caxambu) é um ritmo com origens na região africana do Congo e Angola e veio para o Brasil colonial por meio dos negros de origem banto, trazidos como escravos para trabalhos forçados em fazendas de café do Vale do Paraíba, no interior de estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo", explica Oliveira.

Um dos mestres do jongo presente na oficina, André de Oliveira, explicou aos adolescentes: "Dança-se jongo consagrando os pretos velhos, nos dias de devoção dos santos católicos das comunidades, nas festas juninas, casamentos e apresentações públicas. Os jongueiros dançam descalços, vestidos geralmente de branco. Entra-se na roda em direção aos tambores no sentido anti-horário. O jongo é dançado ao som de dois tambores, um grave, outro agudo, feitos de troncos de árvores escavados. Ponto de jongo e o refrão respondido por todos. Em sua maioria os cânticos tem frases curtas e retratam a natureza, o cotidiano, a luta contra a repressão, etc. Mistura o português com dialetos africanos de origem banto."
 
Durante a oficina diversos adolescentes fizeram perguntas sobre o jongo e a influência da cultura negra em nossos dias. Alguns dançaram, tocaram tambu e cantaram os pontos.
 

(Com informações de Luiz Claudio Oliveira | Arteiros CEDAP)

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