CEDAP participou do I Encontro de Trocas de Tecnologias Sociais

O CEDAP participou do "I Encontro de Trocas de Tecnologias Sociais - Trajetória de vida: um olhar individualizado sobre adolescentes e jovens em vulnerabilidade" que aconteceu no início de setembro, em São Paulo. Organizado pelo Instituto Sou da Paz, o encontro contou com a participação de especialistas e atores sociais em uma troca de conhecimento e práticas de tecnologia social para a juventude.

 
Os projetos Arteiros e Ateliê Escola - Convivência e Arte, do CEDAP, representaram a instituição no evento no segundo dia de debates. Mariana Saes, coordenadora técnica do Ateliê Escola e Douglas Molinari, coordenador para a Divisão Regional Metropolitana de Campinas do Arteiros compartilharam  informações de cada projeto com outros especialistas.
 
O encontro realizado pelo Instituto Sou da Paz teve parceria da Rede Globo, do programa Criança Esperança, Unesco Brasil, Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, e apoio da Nova Cultural.
 
Sintonia
 
"Vimos que existe muita coisa que foi debatida em comum com o trabalho que o CEDAP já faz, sobretudo no que diz respeito aos conceitos expostos durante este encontro", afirmou Mariana Saes, após participar da mesa conceitual do segundo dia.
 
Conceitos e ações como a construção conjunta com o adolescente e sua família do plano de atendimento individual, a ressignificação das relações e corresponsabilização do cuidado junto às famílias dos jovens e adolescentes foram apontados pela coordenadora técnica do Ateliê Escola.
 
"Trabalhamos estes conceitos também nos projetos do CEDAP e por isso fomos convidados para contribuir no debate. O Ateliê Escola, por exemplo, tem como parte fundamental a convivência como forma de trazer sentido e autoconhecimento aos participantes do projeto (que são jovens e adolescentes em vulnerabilidade)", acrescentou Saes.
 
O projeto Arteiros, que trabalha com parte relevante do público que foi tema do encontro - jovens e adolescentes em vulnerabilidade - mais especificamente os adolescentes que cumprem medida socioeducativa de privação de liberdade, internos nas unidades da Fundação CASA, também compôs a mesma mesa conceitual do segundo dia do encontro. 
 
O coordenador regional do Arteiros, Douglas Molinari, acrescentou que "como o projeto visa proporcionar aos adolescentes em conflito com a lei acesso às atividades artísticas e culturais, tendo a arte-educação como instrumento de enriquecimento do sujeito, de valorização da expressão, de descoberta e ampliação de potencialidades, a troca de experiências foi rica com outros especialistas de outros projetos".
 
Exposições
 
Os técnicos do CEDAP trouxeram do encontro reflexões que foram compartilhadas nos debates, como por exemplo a necessidade de se "trabalhar o domínio da capacidade comunicativa para vencer as vulnerabilidades" apontada por Maria do Carmo Brant de Carvalho, pós-doutora em ciência política pela École des Hautes Études en Sciences Sociales e doutora em serviço social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
 
Ainda em sua fala Maria do Carmo observou: “Um progressivo enfraquecimento da densa rede de vínculos sociais que amarrava com força a totalidade das atividades da vida”. Através desta frase complementou sobre as políticas publicas que ainda trabalham numa lógica corporativa e setorial do Século XX. "É necessária uma transversalidade e política participativa, e não só escolaridade, mas sim uma formação plural e contextualizada, trabalhar a sociabilidade, é necessário desenvolver competências nos adolescentes e jovens, trabalhar com convivência, exercício de valores, ampliação de repertório cultural, fluência comunicativa, uma capacidade não apenas cognitiva, mas também afetiva", disse Carvalho.
 
Já outra exposição, de Gabriela Calazans, psicóloga e professora no Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, trouxe ao debate a "concepção tradicional onde o profissional (da Saúde) é o que tem os saberes tecnocientíficos e o paciente os saberes práticos. Só que nesta relação só se tem a ação do profissional voltada ao paciente, sem reciprocidade, colocando o paciente como objeto. Já na concepção hermenêutica são dois sujeitos, o cuidador e o cuidado, com saberes diferentes que juntos, numa relação afetiva, discutem e trabalham em cima de um objeto que é a demanda trazida pelo paciente".
 
Estes e outros conceitos podem ser aprofundados a partir de textos produzidos e disponíveis em outros canais de comunicação, como nos links abaixo. Confira.
 

 

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